Primórdios

Nasci em 11 de Setembro de 1971, em Santos/SP, e tive minhas primeiras aulas de música ainda na escola, onde aprendi teoria básica e flauta doce. Apesar de eu ter sempre me interessado por música (meus pais contam que eu costumava reger orquestras imaginárias em frente a TV...), foi aos 12 anos que comecei a tocar violão, e uns meses depois ganhei minha primeira guitarra. O impulso que me trouxe ao mundo das 6-cordas foi o heavy-metal da época (anos 80): Iron Maiden, Def Leppard, AC/DC...Passei então a estudar o instrumento como auto-didata, apesar de eu ter tido algumas aulas com professores locais.
De 1985 à 1990, toquei em diversas bandas cover e de trabalho próprio, fazendo alguns shows dentro do circuito local e arredores.
Com o final da década de 80, minha identidade musical foi mudando e amadurecendo. Bandas como Triumph, Foreigner, Queen, Journey, Supertramp, Toto, The Police, e artistas como Steve Winwood, Sting, Phil Collins, Don Henley, Christopher Cross e Bruce Hornsby passaram exercer em mim a mesma influência que as bandas de rock pesado exerceram na minha infância musical. Minha vida adulta estava começando e tudo o que eu pensava era viver de música e ter meu próprio som.

Início da vida profissional

Depois de me formar no curso técnico de Processamento de Dados em 1988, ingressei na Faculdade de Música de  Santos/SP, onde estudei violão clássico, percepção, teoria e outros fundamentos. Junto com os estudos de música clássica, tive aulas de improvisação em blues e jazz com o  guitarrista Alexandre Birkett. Este período de estudos me propiciou conhecer melhor outros gêneros musicais até então desconhecidos para mim, como músico. As guitarras “cantadas” de Larry Carlton e Eric Johnson, o Smooth-Jazz de Dave Koz e Chris Botti, os violões new-age de Will Ackerman, Alex DeGrassi e Michael Hedges...todos estes artistas (e outros) passaram a ser, e são até hoje, importantes influências em minha composição.
Minhas atividades profissionais começaram em 1991, quando passei a lecionar violão, guitarra e teoria em escolas locais e para alunos particulares (parei só em 1998 para me dedicar ao trabalho de estúdio). O trabalho como professor foi acompanhado de várias experiências como músico: De 1991 à 1994, trabalhei com um trio de rock progressivo chamado “Merlin”, com quem gravei um single e fiz várias apresentações locais e na grande São Paulo. Também trabalhei com vários músicos/bandas do cenário local de Bares, tocando música Brasileira, Pop Rock e outros estilos, até 1998.  

Carreira solo

Em 1994, fiz meu primeiro trabalho como artista solo: uma demotape chamada “Souvenir”, com 15 composições instrumentais próprias (algumas foram re-arranjadas e re-gravadas nos meus CDs). A fita chamou a atenção dos editores da revista Guitar Player (edição Brasileira), e fui destaque na coluna “Spotlight” em Março de 1996. Outras publicações na imprensa escrita também foram favoráveis ao meu trabalho. Logo em seguida, me apresentei na Expomusic 1995 em São Paulo, no stand da Fender.
A boa aceitação da mídia com meu trabalho me rendeu oportunidade e incentivo para gravar meu primeiro disco. Em 1997, me mudei temporariamente para São Paulo para dar início as gravações de “Suddenly”,  no Creative Sound Studio. Junto às onze faixas instrumentais, o álbum também traz “Another Night Gets Longer”, música com participação dos vocalistas Cristopher Clark, Edu Falaschi e André Matos. Além de obter boas resenhas em revistas, jornais e sites nacionais e internacionais (ver seção ‘Imprensa’), também tive bons comentários de músicos renomados como Dave Koz and Rik Emmett. Com este álbum, ficou claro que eu tinha uma identidade dentro da música instrumental com ênfase nas melodias. Dan McAvinchey, da gravadora Guitar Nine, nos EUA, descreve: “Um habilidoso instrumentista, Rodrigo consegue expressar sensações e emoções com facilidade...”.

Mudanças e descobertas

Um ano após o lançamento de “Suddenly”, tive a oportunidade e montar meu próprio estúdio de gravação. O “R.A.Studio” foi inicialmente idealizado apenas para o desenvolvimento do meu próprio trabalho, mas a demanda para gravar e produzir artistas locais aumentou rapidamente, me ocupando em tempo integral e assim gerando uma nova carreira. Com as atividades do estúdio em alta, quitei meus trabalhos como professor e como sideman em bares e casas noturnas (definitivamente não sinto falta destes ambientes...) para me dedicar integralmente à carreira de produtor e artista solo independente.
Dentro de um novo ‘habitat’ (também literalmente) e com vida nova, pude redescobrir as preciosidades da música brasileira, como o Clube da Esquina: Flávio Venturini, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento , 14Bis, e outros como Léo Gandelman, Guinga, Egberto Gismonte e Ricardo Silveira.
Fazendo uma análise retroativa, acredito que estas e outras mudanças desempenharam um papel fundamental na elaboração do meu próximo disco. 
Usando mais o violão e a guitarra semi-acústica, escrevi e produzi todo material do meu disco seguinte, “Retratos”, e o disco foi lançado em outubro de  2001. No mesmo período, também gravei e produzi uma versão de “Love Is You”, de Carlos Santana, para um tributo a ser lançado pelo selo norte-americano Progressive Arts Music.
O lançamento de “Retratos” gerou uma sequência de shows por Santos, Baixada Santista e São Paulo. Acompanhado de  Fábio Ferreira no contrabaixo, e Sérgio Lagarto na bateria, dividi o palco com artistas como Arthur Maia, e também toquei no Festival Anual ‘Rock In Concert’, em São Paulo. Algumas músicas, como “Cinza Ao Entardecer”, tem sido executadas em estações de rádio de lugares como Austrália, Itália, EUA e, claro, Brasil.

Cenário atual

Com um novo direcionamento musical – desta vez dentro do universo New Age, em 2006 estarei lançando meu terceiro CD solo, “Spiritua” (“Espiritual”, em Latin).
Experimentando tanto afinações tradicionais quanto alternativas, o album traz 10 peças de violão e a música "These Lazy Days", com participação da vocalista Renata Capellas.
Minhas expectativas são de trabalhar no estúdio, continuar compondo e gravar novos discos, e fazer shows para divulgá-los.
Até o momento, me sinto grato e abençoado pelas oportunidades que tive, e espero poder dividir com vocês, principalmente através de minha música.
Espero que gostem do resto do site. Por favor, visitem com freqüência e confiram as atualizações.
Vejo-os em breve,

Paz! 

R.A.